Algumas amizades apenas não funcionam.
Sobre as escolhas que fizemos.
Acredito que todo mundo já quis ser alguém diferente do que é hoje em algum momento da vida. Repensar as nossas escolhas requer muita força ao meu ver e uma certa resiliência, porque não é todo dia que a gente reconhece que poderia ter feito diferente e se questiona onde poderia estar caso tivesse escolhido X ao invés de Y em uma data Z. Algo dentro de mim diz que existem diferentes versões minhas espalhadas por aí em determinado lugar e talvez os acasos da vida consigam explicar isso de certa forma. Esbarrar com pessoas tão parecidas conosco e se identificar, mesmo que seja por um período, é algo surreal. Podem dizer o quanto quiserem que o acaso é apenas o acaso, no entanto, não consigo acreditar que as coisas são totalmente aleatórias e não tem um propósito mesmo que entendamos depois. Cara leitora e/ou caro leitor, talvez os delírios da minha cabeça estejam começando a querer sair e se eu parecer louca até o final do texto... não se espante, é apenas o meu jeito.
Danos colaterais.
Começar esse texto me toca em uma parte muito sensível, porque não quero parecer mal agradecida ou displicente ao falar desta pessoa. Pelo contrário, sinto dentro de mim que grande parte do que sou é por conta do amor que recebi dela. Não consigo sentir na pele o que significa abrir mão da minha carreira e praticamente da minha vida para doar o que eu tiver a um outro indivíduo. Isso nem entra na minha cabeça para ser totalmente honesta, no entanto, sei que essa pessoa fez isso não só por mim. Exerço a empatia até onde consigo, só que e quando ela se torna sinônimo de sacrífico ou dor? E quando ser compreensiva demais te faz pagar um preço tão alto ao ponto da sua saúde mental visitar o infinito e o além? E quando o desejo de salvar mais ao outro do que a mim mesma caso eu estivesse na mesma situação se torna enorme ao ponto de eu não conseguir e nem querer mais carregar? As coisas começam a complicar e não estou imune ou blindada de nada.
(sinto muito em dizer, porém se cheguei até aqui foi porque não soube colocar os limites certos nos momentos certos)
Eu tive que parar.
Doux souvenirs.
Eu sinceramente não pensei que ouvir a sua voz e te ver após quatro meses mexeria tanto comigo como ontem. Não sei se você percebeu, porém eu desviava o olhar justamente porque tudo que (não) aconteceu ainda mexe muito comigo. Não sou de ficar falando muito sobre tudo os meus meses na França, contudo é impossível não citar o seu nome (ou codinome) quando converso com as pessoas e elas me perguntam do que sinto mais falta. É muito difícil de acreditar que os meses passaram voando e eu infelizmente não tive a oportunidade de aproveitá-los com você. Eu me sinto patética ao dizer que sinto que não foi o final, porque tenho isto dentro de mim e fico tentando entender o que me conduz a pensar que eu irei voltar mais breve do que eu, você ou qualquer outra pessoa imagina. Você sabe que eu adoro o meu país, porém sinto que o que é meu não está aqui. Será que estou começando a ficar louca?



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