Às vezes é
preciso virar a página e recomeçar a escrever uma história diferente da qual
estávamos acostumados a ler, embora doa ou custe. A vida é bastante irônica
quando paramos para pensar. Uma hora você se sente o soldado mais forte e na
outra o soldado mais fraco.
Eu queria poder dizer tudo o que eu sinto, porém é muito
difícil. Ok. Tive uma ideia.
Imagine um prédio, um prédio bem alto, um prédio no qual
ninguém jamais imaginaria que desabaria, e de repente, tudo mudasse. O prédio
que antes era colorido se tornaria cinza, sem vida alguma. Só que não seria um
desabamento rápido, mas sim aos poucos. É como aqueles prédios que você nunca
sabe quando vão desabafar, mas sabe que o dano será grande quando isso
acontecer. É assim. É exatamente assim. É como se aos poucos as partes ainda
coloridas fossem se tornando sem vida, sem esperança.
Os olhos não brilham mais. O cabelo parece sem vida. A
aparência cada dia mais cansada e envelhecida. A expressão facial cada dia mais
triste. As unhas já não são mais bem feitas. A boca não sente um batom há meses.
O corpo reflete o cansaço. São pequenas coisas que mostram o quão triste uma
determinada fase da vida pode se tornar.
Um dia um tapa na cara foi recebido com tamanha força que
me ensinou a resistir.
Outro dia mentiram tanto que doeu e então eu aprendi a
seguir em frente apenas com a verdade.
Já no outro quem eu menos imaginasse que viesse falhar,
falhou e com isso eu aprendi que as palavras ditas devem ser cumpridas e os atos
assumidos.
“Só
porque alguém tropeça e perde seu caminho, isso não significa que estão
perdidos para sempre”.
— Charles Xavier.
E após ouvir essa frase pela
centésima vez, eu encerro esse texto dizendo que o melhor guerreiro não é
aquele que sempre triunfa. O melhor guerreiro é aquele que falha, admite,
corrige e volta para a batalha sem medo.
— EEGR.
Nenhum comentário
Postar um comentário